Panorâmica de Guanambi, em foto de José Silva.2007
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... são outros

Adão Reis
Natural de Guanambi, aos 8 anos de idade Adão Reis já tocava sanfona, que aprendeu com seu pai, em programas de calouros da região. Formou com seu irmão mais velho a dupla Bel e Beltino, dando início à carreira profissional. Em 1987 desfaz a dupla e, com Cidinho, forma Adão Reis e San Francisco que chegou a lançar um LP (vinil). Em 1997, segue a carreira solo e faz sucesso regional com Forró de Pé de Serra, de sua autoria, e Nem de Tudo o Homem Sabe (Onildo Barbosa).

Gil Martins
Gil Martins (Gilmar Batista Martins) é natural de Santa Maria da Vitória. Começou a cantar músicas sertanejas enquanto trabalhava na lavoura de algodão. Formou com o irmão a dupla Gil e Jânio, em 1996, cantando em barzinhos, festas, clubes e praças públicas. Em 1999 começa desfaz a dupla e, no seguinte, lança Varanda da Saudade, onde canta música romântica sertaneja e forró.

Maxswell e Rodrigo
Estes dois irmãos, Maxswell e Rodrigo sempre demonstraram talento em suas apresentações, conquistando simpatia. Conhecidos no sudoeste da Bahia e norte de Minas, os irmãos já têm um disco gravado, com canções voltada.s para a música sertaneja e country.

Pedro dos Santos
Instrumentista, compositor, arranjador e luthier, Pedro dos Santos, natural da localidade de Curral de Varas, no município de Guanambi, afastou-se das rodas de moda de viola e dos trabalhos de arranjos musicais por questões dogmáticas. Mas, continua a fabricar violas, violões, cavaquinhos, em sua oficina, anexa à sua residência. Começou fazendo dupla com Cedralense.

Banda Tatuagem
Composto por 12 músicos, todos de Guanambi, a Banda Tatuagem tem a liderança de Paulo Tito Cotrim de Sá, que há 25 anos toca instrumento de corda e gaita. Com repertório variado, a banda se apresenta por toda a região sudoeste da Bahia e norte de Minas Gerais de onde, na década dos anos 1960 e 1970, vinham músicos para as festas e shows em Guanambi.


Na Avenida Santos Dumont, à noite, as calçadas são tomadas por mesas
foto ari donato.2007
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POR ARI DONATO

O ponto de encontro da juventude de Guanambi, para conversa, namoro, troca de informações e diversão, nos últimos anos, deixou de ser no centro da cidade, como ocorria até meados de 1980.

Quase todo o movimento transferiu-se para a Avenida Santos Dumont, em frente à Praça Henrique Donato (Praça do Feijão), no Centro Administrativo Municipal. Às sextas-feiras e aos sábados, dezenas de jovens se reúnem nesta área, onde há pequenos bares, para comer, beber e assistir a shows.

O movimento vai até a madrugada, é fraco aos domingos e dificilmente acontece de segunda a quinta-feira. O local é chamado carinhosamente de "Asfalto", numa alusão ao fato de a avenida ter sido o primeiro trecho na cidade a receber pavimentação asfáltica. Pontos assim, de grande afluência, mas sem estrutura, sem organização, são normais em cidades pequenas, para encontros e passeios.

Na falta de jardins e de praças adequadas e, principalmente, cultura para tanto, a juventude de Guanambi sempre se reuniu em locais semelhantes. Na década de 60, até metade dos anos 70, os passeios noturnos de finais de semana eram na Praça Gersino Coelho, passando pela Rua Dois de Julho, até a Praça Coronel Cajahyba (Praça da Feira), em quase 500 metros de pista, onde havia um cinema, bares, sorveteria, restaurante e casas comerciais.

O volume de automóveis era pouco e, tão logo começou a intensificar, a administração municipal cuidou de evitar o tráfego de veículos pelo local nas noites de domingo, quando a rua era invadida por jovens de todos os bairros da cidade.

Tudo está mudado, com a derrubada dos prédios comerciais, mas, na época, destacavam-se Sorveteria Drink, Restaurante Meu Ranchinho, Casa Stella, Sorveteria e Restaurante Xuá, Flórida Magazine e as pequenas escadas nas portas do Banco da Bahia e do Banco do Nordeste do Brasil (agora, Banco do Nordeste), onde se formavam grupos de rapazes à espera do início da sessão noturna do Cine Sorbone, inicialmente às 20 horas, depois transferida para as 20h30min.

Esse movimento no centro da cidade perdurou por quase duas décadas, até que a administração municipal decidiu derrubar todo um quarteirão, toda uma ala da Rua Dois de Julho.

Antes disso, um grupo de grafiteiros deselegantes, escreveu nas paredes dos belos prédios frases grosseiras como "Esta é a rua dos bestas (sic)", e denominou de "Rua do sobe-e-desce" à bela Dois de Julho. Foi o começo do fim. Insensatos, juntaram-se ao bloco dos que estavam destruindo a história da cidade |

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