Panorâmica de Guanambi, em foto de José Silva.2007
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ESTATÍSTICAS E
NÚMEROS | IBGE/2003
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Altitude
528 metros
Superfície
1.264 km2
Temperatura
25ºC
Latitude
14º13'0" (Sul)
Longitude
42º46'0" (Ocidental)
População (2007)
76 mil hab
Zona urbana
25.994 homens
28.009 mulheres
Zona rural
9.134 homens
8.591 mulheres
Volume das chuvas
715 mm/média
Data de Criação
14/8/1919
Microrregião
26ª
Região Administrativa
30ª
Região Econômica
13ª - Serra Geral
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OUTROS MUNICÍPIOS DA SERRA GERAL
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Aracatu, Brumado, Caculé, Caetité, Candiba, Condeúba,
Contendas do Sincorá, Cordeiros, Dom Basílio, Guajeru, Ibiassuçê, Igaporã, Ituaçu, Jacaraci, Lagoa Real, Licínio de Almeida,
Livramento de Nossa Senhora, Maentiga, Malhada de Pedras, Mortugaba, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Piripá,
Presidente Jânio Quadros, Rio do Antonio, Sebastião Laranjeiras, Tanhaçu e Urandi.
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foto ari donato.2007
O período de chuva é entre os meses de novembro e fevereiro
 

As primeiras informações históricas do surgimento do atual município de Guanambi remontam ao século XIX, com a doação de uma gleba, por Joaquim Dias Guimarães, para a construção de uma capela para Santo Antônio, adotado padroeiro local.

Segundo relato de antigos moradores, o povoamento começou por volta de 1870, nas margens do Rio Carnaíba de Dentro. E cresceu por força da abnegação de desbravadores de famílias como os Pereira, os Costa, os Castro, os Dias, os Guimarães, que se espalharam por toda a região - do Gentio (atual Ceraíma) a Matina, Riacho de Santana e Igaporã, intensificando a exploração agrícola e a pecuária.

Só em 1880, pela Lei Provincial nº 1.779, de 23 de junho, é que foi criado o distrito de paz de Bela-Flor, ligado ao município de Monte Alto, e com sede no arraial de Beija-Flor. Embora oficialmente tivesse a denominação de Bela-Flor, por muito tempo persistiu o nome de Beija-Flor, com o qual se tornou conhecido.

A criação do município foi em 14 de agosto de 1919, desmembrado do de Monte Alto, com instalação em 1º de janeiro de 1920. Até o final dos anos 1980, o dia da instalação do município era celebrado como data cívica maior, sendo substituído pelo 14 de agosto, data da criação.

A correção ocorreu no final dos anos 1990, numa iniciativa da Câmara de Vereadores, tendo à frente o vereador Paulo Costa Pereira, que mostrou o erro histórico e corrigiu o Dia da Cidade.

Guanambi tem uma área relativamente pequena: são 1.302 km quadrados, sendo menos de 40 km2 de perímetro urbano e o restante na zona rural. Sua população (estimada pelo IBGE em 2007) é de pouco mais de 76 mil habitantes.

OUTRA HISTÓRIA - Na história de Guanambi destaca-se a construção do Açude de Ceraíma que abastece a cidade, com espelho d'água de 58 milhões de metros cúbicos de água. Segundo narração do historiador Domingos Antônio Teixeira no livro "Respingos Históricos" (1991, página 132), no dia 22 de julho de 1948 começaram os trabalhos preliminares para construção do açude, pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). A primeira etapa da barragem ficou concluída em 1958, mas as obras foram paralisadas pela empresa construtora. Com as chuvas de janeiro de 1959, a água começou a ser represada, encobrindo a vila de Ceraíma (uma nova foi construída nas margens do lago).

No dia 2 de fevereiro de 1960, uma enchente do Rio Carnaíba de Dentro, afluente do Rio das Rãs, um tributário do Rio São Francisco, rompeu a barragem, às 17h30, com prejuízos matérias e duas mortes humanas (um homem e uma mulher) na localidade do Pau de Colher, segundo o mesmo historiador. A reconstrução do açude começou em março de 1964, por decisão do ministro de Obras Públicas, marechal Juarez Távora, que esteve na inauguração, em março de 1966.

Como potencial hidrográfico o município de Guanambi tem ainda o Rio Carnaíba de Dentro e os menores, Rega Pé, Sacouto, Belém, Poço do Magro e Muquém, todos temporários, que correm durante as chuvas, geralmente entre o meses de novembro e fevereiro. Dentre os açudes destaca-se, também, o do Poço do Magro |

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