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DOMINGOS ANTÔNIO TEIXEIRA Domingos Antônio Teixeira, Teixeirinha, como era conhecido, nasceu em 21 de junho de 1903. Era filho de Antônio Othon Teixeira e de Mariana da Silva Teixeira. Em 1917 iniciou os estudos no Instituto Luiz Gonzaga, em Caetité, dedicando-se, nesta época, à vida de seminarista, o que veio a reforçar o seu já imenso gosto pela leitura e escrita. Voltando à terra natal, conheceu Maria Alice, com quem se casou e teve nove filhos: Ida, Lino, Idalino, Idal, Ina (mãe do jornalista Ari Donato), ldalício, Antonio, Terezinha e Idalcino. A família residiu em Ceraíma até 1939, quando se transferiu para Vila Bela de Umburanas (atual Guirapá). Ainda no mesmo ano, estabeleceu residência em Malhada, município de Carinhanha, onde esteve até dezembro de 1941, época em que, definitivamente, fixou residência em Guanambi. Ocupou o cargo de secretário da Prefeitura de Guanambi e dedicou vários anos de trabalho em benefício da cidade e região. Foi por três vezes prefeito de Guanambi, vindo a se aposentar, em 1973, como secretário municipal, o seu cargo de origem. Faleceu em 30 de novembro de 1976, em Guanambi. Depois, faleceu sua esposa, Maria Alice. |
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LÍDERES POLÍTICOS Logo após a instalação do município, que se deu a 1º de janeiro de 1920, tomou posse, dia 2 de fevereiro, como seu primeiro intendente, o coronel Balbino Gabriel de Araújo Cajayba. Tempos depois, o médico Francisco José Femandes, não concordando com as orientações políticas do coronel Cajayba, dividiu o grupo que tanto lutou pela criação de Guanambi em duas facções políticas. A corrente dissidente era liderada pelo médico e reunia seus amigos, que se distanciavam cada vez mais da outra facção, representada por João Exalto de Araújo e Alípio Carlos e apoiada pelo coronel Cajayba. Em seu livro “Guanambi Aspectos Históricos e Genealógicos”, o escritor Dário Teixeira Cotrim escreveu: “A medida que se distanciavam as opiniões dos chefes políticos, maior ficava (depois de vários anos de conturbada administração pública) o mar de lama em que vivia o município. Crimes, prisões, corrupções, influências partidárias e políticas, fatos preponderantes que mudaram a vida pacata de seus moradores”. A primeira Câmara Municipal de Guanambi compunha-se de Alípio Carlos, Benedito Ferreira Costa, João Exalto de Araújo, José Ladim Lobo, Antônio Xavier Prates, José Vicente Costa, Gasparino Pereira Costa, Severino Vieira da Silva Neves, José de Lima Castro, Joaquim Chaves, Jonas da Cunha Viana, Antônio Alves Pereira, Hugolino Muniz Queirós, Ovídio Pereira dos Santos, Galdino José da Silva e Antônio Dias Guimarães. Registra a história da cidade que Balbino Gabriel de Araújo e seu sobrinho João Exalto de Araújo deixaram Salvador, chegando a Caetité, a convite do português Antônio Francisco Brandão, depois desceram a Ladeira dos Brindes e fixaram residência em Guanambi. Os Araújos, descendentes de família tradicional de Queimadas, no nordeste Baiano, já lidavam, há tempos, com a política. E, com os primeiros movimentos em favor da emancipação de Guanambi todos os seus familiares se transferiram de Caetité para Guanambi. Balbino adotou o sobrenome de Cajayba, por força da aquisição da patente de coronel, da Guarda Nacional. Era um homem enérgico, autoritário e político. Casado com Maria Fausta Tanajura, constituiu numerosa prole. Depois de várias divergências e desentendimentos políticos com Mário Spínola Teixeira, o coronel Cajayba se transferiu para Abaíra, onde faleceu. João Exalto de Araújo casou-se com a prima Eunice de Castro Tanajura e tiveram seis filhos (Laura, Alzira, Iolanda, Rosa, Gilda e Gileno). Foi intendente de Guanambi (1921 a 1924). Com a retirada do coronel Cajayba, também abandonou a vida política, indo pra Abaíra. Mário Spinola Teixeira nasceu em Caetité, filho de Deocleciano Pires Teixeira e Maria Rita de Souza Spínola. Concluiu os primeiros estudos em Caetité, tendo se diplomado em Engenharia Agrícola, em Salvador. Casou-se com Virgínia Gomes de Oliveira Teixeira, com quem teve cinco filhos. Em 1912, os Teixeiras estabeleceram a primeira usina para beneficiamento do algodão na região, conhecida pelo nome de Empreza. Eleito intendente (1924 a 1928), travou lutas armadas com o coronel Cajayba, João Exalto e o médico José Fernandes. |
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CONTEMPORÂNEOS |
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| * Lino Teixeira, vereador de 1951 até 1988. * Jonas Rodrigues da Silva, farmacêutico, prefeito * Enedina Costa de Macedo, professora, educadora, diretora do Colégio São Lucas, nasceu em Guanambi, em 1917. * Nice Amaral Baleeiro, professora, educadora, criadora da Fundação Joaquim Dias Guimarães * Ezequias Manoel Cotrim (Quias), comerciante, empreendedor, vereador * Walter Alves Boa Sorte, comerciante, empresário * Yolanda Prado Martins, professora, educadora * Celestino Oliveira Pinheiro, padre, educador e pároco de Guanambi na década de 1950. * Nelsa Luzia Teixeira, professora, educadora, nascida em Ceraíma, em 1916. * Nilza Fernandes Cardoso, professora, educadora, nasceu em 1931. |
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OUTROS NOMES |
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PEDRO LOPES TEIXEIRA - Professor Pedro, como era mais conhecido, se destacou pelas suas aulas de Organização Social de Política Brasileira (OSPB), no Colégio São Lucas, onde formou gerações, ministrando princípios de moral, ética e cidadania. Era filho de Manoel Lopes Teixeira e de Carolina de Souza Teixeira e casado com Amery Dalva Teixeira, com quem teve cinco filhos. Diplomou-se professor pela Escola Normal de Caetité, em dezembro de 1943. No ano seguinte transferiu residência para a cidade de Anchieta (atual Piatã), onde lecionou e chegou a ser vereador, entre 1958 e 1962, tendo recebido o titulo de cidadão. Voltou para Guanambi, assumindo o cargo de vice-diretor e professor do Ginásio São Lucas, tradicional educandário da rede particular da cidade. Nasceu em Guanambi, em 14 de agosto de 1915, e faleceu em 2002. WANDA NEVES FREITAS DE LÉLIS - Era filha José Troiano de Freitas e Maria Regina Neves de Freitas. Professora, diretora do Grupo Escolar Getúlio Vargas e vice-diretora do Colégio Luis Viana Filho, foi uma das conhecedoras da história, costumes e lendas de Guanambi, consagrando-se como uma das principais folcloristas do município. Ao lado de Guiomar Teixeira, promoveu o Carnaval em Guanambi até o final da década de 1960. Os primeiros bailes foram na Sorveteria Dois de Julho, no começo dos anos 1940. A década de 1960, com a criação da Associação Guanambiense de Cultura e AssistÊncia Social (ou Clube da Praça da Igreja), foi o tempo áureo dos carnavais promovidos pela professora Wanda, um trabalho feito com amor e dedicação, que a cidade ainda não reconheceu. Casada com Edson Wilson de Lélis, teve cinco filhos. Nasceu em Caetité, dia 1º de janeiro de 1923 e faleceu em Guanambi, em agosto de 2002. |
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| * Tenente Ovídio Pereira dos Santos (1888-1978) - Natural de Caetité. Exerceu os cargos de tesoureiro da Prefeitura Municipal e de delegado de Policia. Foi proprietário do primeiro hotel em Guanambi: Hotel Brasil, na Rua Dois de Julho. Até então, o destaque era a pensão de Siá Tuta (Maria da Glória Bezerra). * Lauro Teixeira da Silva (1918-1970) - Natural de Palmas de Monte Alto. Ingressou na Prefeitura Municipal, em 1938, na função de contador. * Teobaldo Andrade (1917-1973) - Natural de Macaúbas. Na Prefeitura Municipal de Guanambi exerceu o cargo de fiscal de rendas, mas se destacou no comércio como comerciante e alfaiate. Instalou a primeira livraria (Livraria Andrade), na Rua dos Expedicionários, 146. * Otelino Ferreira Costa - Nasceu em Guanambi, onde completou os primeiros estudos. Fixou residência em Mucugê, na Chapada Diamantina, como escrivão da Coletoria Estadual, em 1941. Chegou a ser suplente de juiz de Paz, em 1931. Em Guanambi, foi vereador, de 1955 a 1959, sempre uma voz respeitada na tribuna. * Gileno Pereira Donato - Natural de Guanambi. Formado em Odontologia, em Diamantina (MG), em 1960. Foi vice-prefeito, depois prefeito de Guanambi, quando substituiu Nilo Coelho. Popular, empreendedor, sonhava em formar um grupo com a denominação de Partido dos Políticos Independentes. Faleceu antes. * Vilobaldo Neves Freitas - De formação pedagógica, foi professor na região até se envolver com a política partidária. Chegou a deputado estadual, com serviços relevantes prestados à região, notadamente na área da educação, sempre lutando pela criação e instalação de escolas e ginásios. * José Humberto Nunes - Nasceu em 1926, em Salvador, onde se formou em Medicina.Transferiu-se depois para Guanambi. Foi prefeito da cidade em três ocasiões. Médico humanitário, suas ações ainda estão vivas na memória da população da cidade. Faleceu em Salvador, em abril de 2001. * Benjamim Vieira Teixeira - farmacêutico, prefeito, vereador. * Joaquim Fernandes - comerciante, prefeito, delegado, chefe político. * José Neves Teixeira (Binha) - comerciante, líder político, prefeito. * Altímio Elísio da Silva (Tinuca) - líder político, delegado. * Braulino Pereira Donato - comerciante, empreendedor, delegado. * Pedro Francisco Moraes - líder político, delegado. Avô do ex-governador Nilo Coelho. * Álvaro dos Santos Moreira (Lolozinho) - comerciante, empresário. Instalou a primeira sorveteria (Sorveteria Dois de Julho), com música ambiente e serviço de alto-falante. Nascu em 1916 e faleceu em 1999. * Sinésio Bastos - comerciante, empresário, empreendedor. * Flávio David Guimarães - músico, saxofonista de formação jazzística. Nasceu em 1899 e faleceu em 1984. * Isaac Moura Rocha - Empresário, empreendedor e um dos primeiros a possuir um avião na região. * Sabino Aureliano Cotrim, comerciante, herói de guerra, ex-integrante da FEB, lutou na segunda guerra, na Itália. * Dionísio de Brito Vilas-Boas - vereador (1977-1982), figura ligada ao futebol guanambiense e incentivador de movimentos musicais. |
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JOSÉ HUMBERTO NUNES |
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POR ARI DONATO |